16 de novembro de 2011

Se eu puder chamar de paradoxo ...

O frio dos dias anda sendo um pretexto de contradição neste momento da minha vida. Há uma chama que me diz estar tudo muito mal resolvido. Os dias já não são mais frios como antes... Coisas imprevisíveis, ou bem mais que previsíveis para um cotidiano instável, parecem pedir que eu me esforce mais do que nunca. Não quero mudar nada ou voltar no tempo ... ainda estou ciente de todos os passos que já dei e não penso mudar meu curso. Minha trilha sonora me guia, meus sonhos me mantem quente por dentro e eu me sinto muito mais que especial assim que percebo que tenho gostos que ninguém tem, tenho a coragem que meu mundo não enxerga, tenho pessoas ao meu redor para me criticar, tenho isso para passar por cima, tenho uma família que me ama, uma cachorra que me espera no portão todos os dias, tenho minhas bandas ao som da vida, um papel em branco e imaginação, tenho o que ninguém mais por aqui tem: uma essência que é só minha. É algo que a minha pequena cidade nunca vai conseguir entender e talvez muito menos as enormes metrópoles. Isso me motiva à realizar aquilo que eu chamo de paradoxo de sonhos. E meu amor pela vida só aumenta, minha vontade de sentir o mar nos meus dedos apenas se faz mais real e minhas realizações pedem espaço para agirem por mim. Não quero parar agora, não devo e não convém depois de tanto (muito pouco, mas o suficiente) caminho andado. Eu ainda vou mais além ...

Minha trilha sonora de hoje esteve perto de:

3 (Comente!):

  1. Meus sonhos me mantem quente por dentro... Ainda bem, porque senão seria sempre inverno em mim, querida, em nós.
    bjOus

    ResponderExcluir
  2. "(...) tenho o que ninguém mais por aqui tem: uma essência que é só minha. É algo que a minha pequena cidade nunca vai conseguir entender e talvez muito menos as enormes metrópoles. Isso me motiva a realizar aquilo que eu chamo de paradoxo dos sonhos."

    Paradoxo... Ah, quão difícil é transformar a vida num paradoxo consciente... Entende? Claro (seria tolice imaginar que uma pessoa que escreve deste modo não entenda uma frase tão simplória...) que sim! Não basta passar pela vida. É preciso transformar a vida num rito, num rito de passagem. Como? CARPE DIEM! Cada segundo, numa vida vivida como rito, é único e incrível! Você sabe (como ninguém) fazer isso...

    Rito de passagem... CARPE DIEM...

    Abraçããão!

    ResponderExcluir
  3. Gostei disso, Luria: introspecção.
    Se não servir para nada (eu ainda acho que sirva)ao menos nos faz repisar nossos universos interioes. Porque esse mundo exterior, as "cidadezinhas" e "cidadezonas" são irreais, são meras invenções dos seres humanos. O que existe de verdadeiro, mesmo, habita o âmago e às vezes transborda de dentro de nós. Alguns, aqueles que vivem de realidade, entenderão essas nossas ebulições. Outros, os que se limitam às invencionices das cidades, sequer pararão para sentir o aroma exalado pelas nossas fervuras. A solução, você sabe bem: nunca parar... não se limitar à superficialidades.
    Enfim nessas horas recorro a Drummond:

    "Mundo mundo vasto mundo
    se eu me chamasse Raimundo
    seria uma rima, não seria uma solução.
    Mundo mundo vasto mundo,
    mais vasto é meu coração."

    ResponderExcluir

Ajude a mover o mundo: dê seu ponto de vista.