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| Imagem: Fonte |
Ainda mantenho a fé de que tua maresia me mantenha sonhadora. Os ventos estão trazendo brisas difíceis ultimamente. Digo, não tão difíceis. Estão mais para instáveis. E eu me confundo fácil com coisas simples. Talvez porque eu queira enxergar algo além por trás das coisas cotidianas que se fazem simples demais para mim. Quando isso acontece é como se a vida estivesse aos poucos perdendo sua essência. Mantenho minha energias dispostas e é por isso que acredito que se eu conseguir enxergar a natureza explêndida de cada coisa consigo mudá-las. Nem que seja só para mim. Ando tentando continuar a mesma sempre, mas mudando. Estão me dizendo que isso é impossível, mas no fundo todo mundo ainda é o mesmo então percebo que o que todos apenas rogam é alguma maneira de julgar alguém. Sinto uma profunda angústia ao ver no que está se transformando nosso século XXI. Não coloquemos nossos problemas na violência, nos roubos, no dinheiro. É muito mais do que clichê dizer que já passou da hora de mudarmos noventa e nove por cento do nosso ponto de vista em relação às pessoas, ao planeta, à vida. Mas o fato que intriga é que mesmo conscientes de que a mudança precisa acontecer, e por cada mente, não conseguimos. Eu ainda erro em relação a julgamentos. Ainda erro em relação à atitudes. Mas me ponho de pé assim como o Sol todos os dias. Assim como ele, amanheço de forma diferente a cada manhã. Respiro com entusiasmos diferentes a cada dia. Escolho transformar meus dias em sonhos do que esperar dias melhores. O que cada um de nós na verdade precisa, é de um diferencial. Que não se encaixe na personalidade, que não caiba. Que faça com que seus olhos brilhem a qualquer ato. Precisamos viver mais intensamente e deixar o desânimo de lado. Mas eu não estou falando no mesmo tom que os textos reflexivos de "viva com mais vida" querem nos transmitir. Digo e digito quantas vezes forem necessárias, que estamos a ponto de nada tendo tudo. Devemos aproveitar que o futuro ainda é feito de hipóteses e agirmos hoje de modo que nunca pensaríamos nisso amanhã. Entenderam? Se sim, parabéns. Ando me perdendo até nas palavras. Até nelas. Como se já não bastasse em pensamentos e sonhos. Mas que venham todos eles, todos juntos, feito as ondas do Havaí que se quebram irracionais sobre nossas cabeças à espera de nossas atitudes. Que venha tudo isso.
Falando em Ondas, morreu hoje o primeiro surfista do Brasil galera. Thomas Rittscher aos 94 anos. Descanso em paz à ele.

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