
Sempre que viajo, volto para casa com novos aprendizados, novos pensamentos. Gosto da falta que sinto dos meus pais e de casa, é como se fosse uma garantia de que amo eles demais. Em minhas "viagens" me habituei a carregar meu Mp4 e ouvir músicas que me fazem lembrar minha família. De Leandro e Leonardo à Roberto Carlos, meus repertórios noturnos sempre me fazem pensar na minha vida e em como ela anda. Sempre soube que sou movida à música e amo poder ouvir o que gosto, principalmente quando ninguém está por perto. Quando ouço Beatles, me ponho a pensar em mim e como sou como pessoa. Meu objetivo é estar crescendo sempre e acho que a frustração de ter que exigir algo de você é comum para mim. Não gosto de regras, odeio literalmente padrões quanto à personalidade das pessoas e gosto de me descobrir em pequenas coisas. Ainda tenho muitas falhas e dessas acho que não escapo, mas me orgulho de todo o resto. Faz parte de mim me ligar sempre numa auto-estima alta. E quando viso isso, fico palhaça, fico diferente, fico ...sei lá. Sempre fui de sorrir sempre, brincar com todo mundo sempre, mesmo que nem todos gostem, e acho que já me habituei também a pensar que estou bem a ponto de sempre estar bem. Porém, como todo mundo um dia já imaginou ter vivido uma felicidade passageira, comigo é quase constante. E este é o motivo das minhas indagações, desnecessárias por sinal.
Falando em mim, descobri que adoro o cheiro de casas agropecuárias. Em Petrolina (GO), na quarta-feira, entrei em uma apenas para esperar uma amiga que conversava com uma moça na rua e de repente uma nostalgia tão grande me tomou conta naquele espaço ... me lembrei inusitadamente da minha infância, do meu pai e do meu avô. Adorei a sensação e agora sei que casas agropecuárias são um bom lugar para recordações nostálgicas rs. Ontem, me deitei orgulhosa por saber que sou diferente a ponto de ser indagada sobre o porquê. Sou jovem, sim e, adoro andar de carro com o vidro aberto e com as mãos pra fora da janela, gosto do vento batendo no meu rosto e da sensação pura de liberdade, gosto de ajudar outras pessoas sempre no que posso, gosto de cantar e tocar violão, faço palhaçada na rua, grito, não ligo. Mas ontem em especial, percebi que posso continuar sendo jovem, só que de uma maneira mais Eu. Odeio ouvir a palavra "ficar" ou as expressões "fulano quer ficar com cicrano", "fulano quer ficar com você", "fulana já namorou fulano" e por aí vai. Se quiser me ver revoltada é só dizer isso perto de mim. Convivi com pessoas da minha idade que não sabem nada sobre quem são e o que querem da vida, mas sabem que um dia vão pegar aquele fulaninho ou aquela fulaninha. Me pergunto sempre o porquê disso tudo. Ninguém vai ganhar nada com isso a não ser status. E barulho aqueles cachorros que latem mas não mordem já fazem demais, ninguém precisa se dispor a altura de nada. Vejo esses jovens assim, como um nada vago que não preveem diferença para si mesmos. Mas como minha mãe diria, eu é que sou louca no meio desse tanto de gente normal.
Fiquemos com isso por enquanto.